Os Riscos do Uso de Medicamentos Benzodiazepínicos

Já ouviu falar em medicamentes Benzodiazepínicos?
Você pode não reconhecer o nome, mas certamente já ouviu falar deles por seus apelidos comerciais, como aquele famoso que começa com Ri e termina com: vo Tril
Estes estão entre os medicamentos mais prescritos no mundo e, segundo alguns estudos, os mais consumidos entre idosos e mulheres. São receitados sob as vestes de solução para o sofrimento humano porém, esta promessa ilusória e esta bilionária indústria escondem um fato pouco animador:
Tamponar ou calar o sintoma quimicamente tem seu custo, e pelo que sugere este artigo canadense, é um alto custo.
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Um estudo canadense fez um levantamento da mortalidade de usuários destes medicamentos dentro de uma população de usuários de outras drogas e dos dados são alarmantes.
Embora não seja um estudo feito com a população geral, o estudo trouxe um alerta, pois o uso dos benzodiazepínicos foi associado a um ALTO ÍNDICE DE MORTALIDADE quando comparado às outras substâncias em abuso.
Link para o artigo:
The Impact of Benzodiazepine Use on Mortality Among Polysubstance Users in Vancouver, Canada (2016).

Mindfulness: Dicas para iniciar a prática em casa e obter os benefícios para sua Atenção e Foco

Mindfulness: Dicas para iniciar a prática em casa e obter os benefícios para sua Atenção e Foco?

Veja estas dicas no vídeo:

 

Vídeo Completo: https://www.youtube.com/watch?v=AAsoM4v13Ww

 

Instagram: @branco_daniel

Lembrando que Mindfulness não é relaxamento, mas este pode ser um de seus resultados. Por isto, sentar-se de forma “solta” na cadeira, ou em posição deitada, vai gerar um relaxamento que dificulta estar presente no momento, perceber a respiração e os estímulos internos e externos… Esta presença sim, é o objetivo da Mindfulness.

Assista o vídeo e dê os primeiros passos, em qualquer lugar, com apenas 5 minutos.

 

O Último Discurso Motivacional: Conheça sua Âncora!

 

Quem nunca se sentiu desmotivado em alguma função, ou quando estava prestes a começar novos hábitos, mesmo que com o objetivo de trazer algo de melhor ou mais saudável para sua vida? É muito comum nestas horas as pessoas recorrerem à discursos motivacionais da internet, na empresa na qual trabalham, ou mesmo à livros de autoajuda. E todos estes podem até injetar algum ânimo na tarefa, pelo menos por um curto período de tempo.

Esta é uma demanda cada vez mais presente na atualidade, com todas as já conhecidas exigências de trabalho, dietas, prática de atividades físicas, gestão financeira, família, vida social ativa, etc… Enfim, todos os marcadores de performance que a sociedade parece impor, e dos quais surge aquela cobrança interna que diz: pobre daquele que não consegue que todos aqueles indicadores caminhem linearmente para uma ascendente constante.

Diante de tudo isto, é natural que a reação mais direta seja a procura por técnicas de motivação e comportamentos que criem e desenvolvam uma excelente performance em todos estes requisitos, exaustivos ou não, preferencialmente sem grandes questionamentos pessoais. Pensar menos e fazer mais!

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E, de fato, existe uma infinidade de técnicas, sejam de gerenciamento do tempo, gerenciamento de tarefas, autogestão pessoal, ou simplesmente técnicas para manter a motivação que podem até induzir a uma pequena dose de euforia (principalmente quando em um grupo). Como uma pílula de cafeína, um estimulante fácil, direto e barato.

Mas, estas técnicas seriam de fato, eficientes? A resposta não será tão direta como se poderia esperar, e talvez não tão motivacional, pois ela depende da situação. Vamos usar uma analogia para ilustrar isto melhor.

Você é um remador e está em sua canoa, tentando colocá-la em movimento como deseja. Mas, a vida de um remador não é fácil, as águas são voláteis e você percebe que suas remadas não estão fazendo você sair do lugar, ou pelo menos não estão rendendo como você desejaria. Claro, o mercado para os remadores é farto e não tarda a te apresentar pacotes de treinamento com novas técnicas de remada que te ensinarão uma nova e revolucionária postura 50% mais eficiente, assim como um remo de fibra de carbono, melhor e mais caro que seu velho remo de madeira, mas que tem maior superfície de contato com a água, mais leveza e vai duplicar sua capacidade de remar; não se esqueça das vitaminas e suplementos, estes sim vão otimizar ao máximo sua remada e preparar sua mente para colocar sua canoa em destaque de rendimento; garantido! Com todos estes novos implementos, você percebe que sua remada de fato melhorou e até rendeu QUASE como você almejava desde o início. Porém, pouco tempo depois, sua percepção muda e você observa que, novamente, não está saindo do lugar. Mas, não se preocupe, pois o mercado vai te oferecer novos produtos motivacionais para que, agora sim definitivamente, você encontre sua remada perdida.

A experiência e ciência da Psicologia, mostram que os discursos motivacionais ou as técnicas de autoajuda e autogerenciamento, realmente têm duração reduzida. O efeito positivo que é relatado em um primeiro momento, em geral, é resultado mais da autossugestão por estar fazendo (ou acreditando fazer) algo novo, do que realmente advindo de uma real modificação no comportamento da pessoa que busca por estas saídas. Ou seja, gera um efeito de curta duração e circunstancial (atrelado ao novo fazer), mas não um efeito duradouro; este sim, chamado alteração de traço, capaz de gerar uma significativa mudança no sujeito.

Mas, então, tudo está perdido e não há saída para mudar um padrão de comportamento, ou criar um novo hábito em prol de uma melhor qualidade de vida? Não é bem por aí, pois existe uma outra forma de abordar a situação, talvez não tão colorida com as promessas que as abordagens mainstream vão oferecer, mas certamente mais eficiente no médio e longo prazo e capaz de gerar um efeito duradouro.

Ainda adotando a analogia da canoa, o que esta abordagem alternativa vai exigir é que o remador pare por um momento para verificar sua canoa. Verificar o que está acontecendo com ela e com o próprio remador que não estão conseguindo sair do ponto A para o ponto B. Neste caso, verificar a âncora da canoa se torna essencial. E o que se constata é que, em geral, a canoa está, de fato, ancorada.  Isto faz com que mesmo a melhor postura de remada, ou o mais avançado remo, não sejam suficientes para fazer a canoa andar (parece óbvio agora, não?!).

Para entender o que faz com que sua canoa não evolua como você deseja, é preciso que você conheça sua âncora!

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Se você está buscando uma mudança, ou motivação para seu trabalho, esta busca em si já é o  sinal de que há algo incomodando, algo está fora de lugar. Por isto, nestes casos, a reação mais comum (mainstream) é entender que existe algo faltando, algo está em déficit e precisa ser corrigido através de uma nova técnica, medicação ou injeção de motivação para que você possa atingir sua nova posição (sair da inércia e praticar atividade física, deixar a desmotivação para tornar-se o vendedor mais motivado e eficiente da empresa, etc…) ou seja, entender que você precisa melhorar sua remada… Mas, e a âncora?

Aqui a analogia nos ajuda a perceber que o problema não á algo que está em falta, mas sim algo que é produzido pelo sujeito, assim como o desconforto é resultado do conflito que esta produção gera. Qual conflito? É provável que não seja possível desvelá-lo de forma direta, por isto, o mais indicado para lidar com a situação é um serio percurso de autoconhecimento, que pode ser alcançado através de uma psicoterapia bem direcionada. Nestes casos, é essencial entender que se trata de lidar com a real situação, pois conhecer sua âncora significa procurar entender e conhecer de perto o que está te mantendo no lugar, para somente assim conquistar o grau de autoconhecimento necessário para poder decidir como irá prosseguir.

Sim, decidir! Pois algo que a cultura do “quanto mais melhor” impede de pensar, é que existe ainda uma terceira saída: a decisão de não sair do ponto A para o ponto B. Conscientemente é possível decidir permanecer no ponto A, ou então criar um novo caminho para o ponto C. Decidir, consciente dos fatores que estão verdadeiramente envolvidos, é o mais próximo que se pode chegar de algo chamado liberdade. A liberdade de poder escolher, sabendo dos pontos positivos e negativos que cada escolha vai gerar mas, consciente do que está decidindo e de suas “âncoras” internas.

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Conhecer a sua âncora, ao contrário de tentar mascarar a desmotivação com a injeção externa de ânimo, é o investimento pessoal necessário para entender o que está acontecendo que se encontra desmotivado. O que está produzindo esta desmotivação, qual o conflito envolvido e os fatos subjetivos que estão produzindo este “atrapalho” (sintoma).

Conquistando esta liberdade pessoal, é possível sim se beneficiar de todas as técnicas existentes, das tecnologias que suportam o seu fazer e até mesmo, quem sabe, de um auxílio específico de um bom coaching. Mas, para isto, primeiro é preciso a coragem e a ousadia características daqueles que suportam a liberdade de se autoconhecer… Conheça, de perto, sua âncora para quem sabe poder navegar mais livremente pelas águas da vida.

 

O que é Mindfulness?

Desde meu último post sobre como a prática de Mindfulness pode ajudar a retomar a qualidade de atenção, principalmente para pessoas que trabalham com multitarefas (praticamente o padrão da atualidade), muitas dúvidas surgiram, como: Toda meditação é mindfulness, mindfulness é meditação, é ciência, o que é?

A mindfulness é um dos vários tipos de meditação e a mais estudada, com resultados que demonstram uma variabilidade importante de usabilidades, que vão desde melhorar o foco e atenção, rendimento seja no trabalho ou em esportes, até mesmo a auxílio terapêutico no tratamento de depressões e distúrbios de humor.

Confira no vídeo o que é, o que não é e para quê serve.

Esteja presente: desconecte-se!

Você tem dificuldades para organizar suas tarefas diárias? Dificuldades para definir prioridades, ou para manter a atenção por períodos mais longos em uma tarefa?

Se você respondeu que sim, está entre a grande maioria da população que vive conectada. Pesquisadores recentemente relacionaram a atividade de multitarefas diretamente com a dificuldade de focar a atenção e definir prioridades para suas tarefas do dia-a-dia. Multitarefas é a contemporânea necessidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, como estar no trabalho respondendo ao WhatsApp, acompanhando o instagram, checando os e-mails pessoal e do trabalho e ainda com mais duas ou três planilhas de trabalho abertas. A melhor representação, são aquelas várias janelas e aplicativos abertas em seu desktop, ou celular ao mesmo tempo.

A informação valiosa que estes pesquisadores descobriram, foi que a atividade multitarefas “desprograma um aplicativo natural” que nos auxilia tanto a saber o que é prioridade, quanto a manter a atenção focada nesta tarefa. Esta “desprogramação” tem efeitos sérios na qualidade de vida das pessoas, pois atrapalha desde o autogerenciamento (organizar sua vida, seus horários, suas tarefas) até a relação (presencial) com outras pessoas, pois é necessário ser capaz de focar no que a pessoa está falando, em sua tonalidade de voz e expressão facial para poder gerar uma relação empática e agradável. Na falta disto uma mera conversa de 30 segundos é quase uma tortura para se manter atento à outra pessoa… soa familiar?!

A boa notícia é que, de alguma forma, a atividade multitarefas gera um melhor desempenho para responder bem a treinamentos em focar a atenção. Exatamente isto! No estudo, usaram sessões diárias de mindfulness (atenção plena) e os resultados foram promissores. Os participantes que tinham uma rotina com grandes períodos de atenção à multitarefas (talvez o padrão geral na atualidade), tinham os piores resultados em atenção focada, mas também demonstraram uma melhora mais acelerada em sua atenção focada depois de práticas de mindfulness.

Portanto, se você tem dificuldade em definir suas prioridades, em executar uma tarefa complexa com qualidade, dificuldade em estudar ou mesmo em manter uma conversa atenta com outra pessoa, a prática de mindfulness de forma constante, como indicam as pesquisas, trará grandes benefícios para sua saúde mental. Existe um benefício também em procurar se desconectar por períodos específicos, como por exemplo, se distanciar do celular e de outras “janelas” que possam atrair sua atenção para poder focar na execução de um trabalho de forma mais integral, ou mesmo simplesmente fazer o exercício de ler um livro sem qualquer interferência… Esteja presente no que estiver fazendo.

Já pensou em desligar os celulares quando estiver em uma situação social e dedicar sua atenção às pessoas que estão presentes? Sim, é possível, antes dos celulares as pessoas sobreviviam desta forma…

Porém, os resultados desta pesquisa deixam uma outra questão no ar: Será que a forma como utilizamos a tecnologia na atualidade não contribuiu para a enxurrada de diagnósticos de déficit de atenção nos últimos anos? Aguardem os próximos capítulos.

Portanto, desconecte-se da rede e conecte-se com você e com seus semelhantes. Seu cérebro agradece.

 

 

 

 

Referências:

 

1) E. Ophir et al., “Cognitive Control in Multi-taskers”. 2009.
2) Gorman e Gree, “Short-therm Mindfulness intervention reduces the negative attentional effects associated with heavy media multitasking” 2016.
3) Mrazek et al. “Mindfulness Training improves working memory capacity and GRE performance while reducing mind wandering”, 2013.